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Pura-nostalgia
"Você acha que me conhece demais. Deve ser pelo meu jeito expansivo e essa mania de não guardar as palavras dentro da boca e do peito. Não gosto de deixar que as palavras juntem pó. Elas foram feitas para serem ditas. O sentimento foi inventado para ser expressado. Então não me controlo, abro a boca e solto o verbo. Não tenho como dizer? Papel e caneta, escrevo (ou tento). Sento na frente do computador e digito tudo que está dentro de mim, ao meu lado. Tem que vir de dentro para fora. E eu tenho essa necessidade de expressão. Preciso das palavras, elas precisam de mim. Então eu faço de tudo para colocá-las na sua frente, na minha frente, na frente do mundo e de quem quiser ouvir, ler. Mas o que tem de mais precioso em mim é justamente o que você não pode ver. Posso falar, gritar, berrar, esfregar na sua cara. Posso escrever, digitar, imprimir, rasgar, colar. Os meus sentimentos estão sem fazer barulho. Minha verdade está num patamar mais elevado. Minhas certezas se encontram no meu silêncio. Você consegue chegar até ele? O silêncio coloca uma barreira imaginária. Você pensa que conhece tudo o que eu sinto e penso, mas você está redondamente enganado. Você conhece o que eu deixo. O que eu quero. O que eu mostro. Meu silêncio? É meu. Minhas certezas? Adoravelmente minhas. Minhas verdades? São suas. Estão no patamar elevado. Minhas verdades estão no meu coração e, você sabe, ele é seu."
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Todo dia eu penso: podia sentir menos e menos e menos. Mas não adianta, tudo me atinge, abala, afeta, arrebata, maltrata, alegra, violenta de uma forma absurda e intensa. Nasci pra ser intensa e dramática.
(Clarissa Corrêa)


Eu chorei, já te contei? Chorei de ciúmes, de saudade, de vontade de estar contigo.
— (via sabedorias)

A gente se acostuma com a vida toda bagunçada e fora do lugar. É como passar a semana toda com a cama desarrumada, com o material escolar jogado pelos cantos do quarto, com as peças de roupa espalhadas em qualquer lugar. Vira hábito, e aquilo passa a não te incomodar mais. E aí quando você decide organizar e colocar tudo no lugar, você se perde. Não sabe onde colocou o seu pijama velho que ficava sempre no canto esquerdo da cama, jogado. Não sabe onde foi parar seu celular que ficava no meio dos seus livros espalhados pela escrivaninha. Você se perde tanto no meio da organização, que não dá conta de manter tudo arrumado por mais de dois dias. Quando você vê, já está tudo fora do lugar de novo, e de novo…


Eu vou dormir de conchinha contigo, te admirar dormindo e te acordar no meio da noite com beijos, só porque não vou resistir apenas te observar. Vou te levar café na cama, com aquele suco de manga que você adora e pães de queijo quentinhos, do jeito que você gosta. Você vai trabalhar, eu também e quando chegarmos em casa, eu lhe perguntarei como foi seu dia e você perguntará sobre o meu. Nunca faltará assunto entre nós, nem amor, nem vontade de estar perto. Nos fins de semana, nós vamos limpar a casa, ouvindo as músicas que você mais gosta, eu vou te molhar enquanto lavo a louça, você vai rir sem parar, então nós vamos fazer uma guerra de água e nos beijaremos no chão da cozinha. No fim da tarde, nós assistiremos a um filme de terror, com pipoca, brigadeiro e coca-cola. Sabendo que eu morro de medo de filmes de terror, você vai me abraçar bem forte e me beijará, pra que eu desvie minha atenção do filme… Eu me sentirei tão protegida, ali, contigo. Como se nada pudesse me atingir. E não poderá, porque eu terei você e tudo fica bem ao seu lado. O filme acabará e jogaremos video game, quem perder lava a louça. Você vai me deixar ganhar, mas eu vou te ajudar a limpar tudo, mesmo assim. À noite, nós deitaremos juntos, teremos uma noite de amor, então eu deitarei no seu peito e adormecerei ali, nos seus braços, de onde eu nunca devo sair. É isso o que eu imagino pras nossas vidas, pra sempre e, sabe meu amor, eu estou te esperando pra que tudo isso se torne realidade.
FuckingFeel  (via rockandsoda)

Eu procuro encontrar, e quem sabe entender, o momento que as coisas saíram totalmente do meu controle, porque sinceramente, eu não sei. E não estou falando de dor, estou falando da estranha sensação de não sentir nada. Por que isso está acabando comigo, estou me sentido totalmente vazia. Me sinto cada dia mais fria, me tornei alguém que eu temia jamais ser. Mas foi melhor assim, foi melhor pra mim. É como se você estivesse arrancado todos os meu sentimentos, não consigo sorrir, chorar, nem me expressar de forma alguma. E tudo que eu falo, finjo ser, soa tão fácil, que não engano mais ninguém, estou cansada de ficar enganando a mim mesma, enganando meu coração e dando voltas nos sentimentos. Eu não sinto mais dor, não sinto nada. Talvez por que eu já me acostumei a viver assim, me acostumei com essa dor que me tortura dia pós dia. Eu sinto um enorme vazio, como se estivesse faltando algo. Como se estivesse faltando você. Daniela  (Nostalgia Surreal) 


É que sempre falta algo, sempre falta o melhor. Fica um vazio, um buraco enorme quando não tem você. Ah, se tempo me sobrasse, te esperava o quanto fosse preciso. Mas, já que não sobra, tenho que ir atrás, pra aproveitar cada minuto que venha a ter do teu lado. Mas, mesmo que tenha você, me falta o físico, o abraço, ou o carinho. Falta. Falta, sempre falta. Esse é o meu buraco, meu vazio, e o meu problema. Não tem você, nada tem. Mas ao mesmo tempo tudo tem, tudo se preenche, e se torna vazio de novo, é como se o celular tivesse pegando carga. Vai enchendo, enchendo, enchendo e depois esvazia tudo.  (deumaformasingular)